Introdução
Sobre este manual
Este manual descreve como o Statix calcula as tensões numa seção transversal de uma barra do Pórtico 2D, no diálogo “Tensões na seção” do modo de resultados. A leitura é de Resistência dos Materiais em regime elástico linear: parte dos esforços N, V e M que a análise já produziu e mostra como a seção trabalha no ponto escolhido, com a conta aberta e os números do corte.
O diálogo abre de dois modos. Com a opção “Tensões ao clicar na barra”, no bloco “Exibir” do painel de resultados, um clique numa barra abre o corte no ponto clicado. O botão “Tensões na seção” do cartão “Barra selecionada” abre o corte na estação do cursor do cartão. Nos dois casos, o cálculo usa o caso ou a combinação exibidos.
A régua no alto do diálogo mostra em miniatura o diagrama do esforço ao longo da barra (M nos modos σ e σeq, V no modo τ), com o corte na posição x e as marcas dos pontos notáveis. Arrastar a régua move o corte, e os chips levam aos pontos notáveis. As setas do teclado movem o corte 1 % do comprimento, 10 % com Shift, e Home e End levam às pontas. O botão da esquerda da régua e a tecla PageDown levam à barra vizinha alinhada pela ponta i, e o da direita e a tecla PageUp, à vizinha pela ponta j.
Os modos alternam a tensão lida: σ, as tensões normais; τ, as de cisalhamento, na corda ou ao longo das paredes finas; e, no tubo, σeq, a tensão equivalente de von Mises na parede. Apontar ou arrastar sobre o desenho lê outra fibra, ou outro ponto da parede no fluxo, e a conta embaixo do desenho passa a ser a dela.
As tensões aparecem nas unidades de força e de comprimento escolhidas na barra superior do estúdio: kN/m² com kN e m, por exemplo, e MPa com N e mm.
Capítulo 1
Os esforços no corte
O corte é uma seção transversal da barra na posição x, medida a partir da ponta i. Nele o diálogo lê a força normal N, a força cortante V e o momento fletor M do caso ou da combinação exibidos, os mesmos dos diagramas do pós.
Cada barra visível é um elemento da análise, sem malha escondida. A barra é calculada no eixo do centroide da seção e, quando o ponto de inserção fica fora do centroide, ligada aos nós por braços rígidos. Os esforços já chegam no centroide, e nenhuma transferência do tipo M − N·e é necessária.
Ao lado de N e de M vem o sentido por extenso: tração ou compressão para N, e a face que M traciona, em cima ou embaixo no desenho.
Convenção de sinais
| Grandeza | Positivo | Observação |
|---|---|---|
| N | tração | o diagrama do pós usa o mesmo sinal |
| V | V = dM/dx | é o V dos diagramas, com x medido de i para j |
| M | traciona a face −y, a Inferior da seção | troca de sinal com a ordem dos nós |
| x | da ponta i para a ponta j | a régua e a conta usam o mesmo x |
| y | do centroide para a face +y, a Superior | a fibra lida é dada por y |
Com M > 0, a face −y da seção (a Inferior) fica tracionada, e a face +y (a Superior) comprimida. A face +y é a mesma do campo de inserção da seção, e é nela que fica a mesa do T.
No mesmo ponto físico, inverter a ordem dos nós da barra troca o sinal de M, e não o de N nem o de V. A face tracionada na tela não muda, porque o desenho gira a seção junto (Em cima e embaixo no desenho). Por isso o diálogo escreve a face pela posição no desenho, “traciona embaixo”, e não pelo sinal.
Na leitura na corda, τ carrega o sinal do V do diagrama em toda a altura da seção, porque o momento estático Q, tomado em relação ao eixo do centroide, é sempre positivo.
Esforços entre estações
A análise devolve os esforços em 21 estações igualmente espaçadas por barra, com a derivada do momento em cada uma. O corte pode cair entre duas estações, e o diálogo não usa a estação mais próxima: reconstrói os esforços no ponto.
Entre duas estações, M sai do polinômio cúbico de Hermite com M e dM/dx nas duas pontas do intervalo, e V é a derivada desse polinômio. A reconstrução é exata, porque nas cargas que o Pórtico 2D aplica (distribuídas em toda a barra, pontuais nos nós, térmicas e de pressão) o momento é no máximo cúbico em cada barra. N sai da parábola por três estações vizinhas, também exata, porque N é no máximo quadrático.
Na viga biapoiada de 6 m com q = 10 kN/m, as estações ficam a cada 0,3 m. Em x = 1,7 m, a leitura dá M = 36,55 kN·m e V = 13,0 kN, os valores exatos:
M = q·x·(L − x)2 = 10 · 1,7 · 4,32 = 36,55 kN·m
A estação mais próxima, em 1,8 m, daria 37,80 kN·m, e a interpolação linear entre 1,5 m e 1,8 m, 36,45 kN·m.
Quando o resultado não traz a derivada do momento, M e V caem para a interpolação linear entre as estações (N continua pela parábola), e o diálogo mostra a ressalva de esforços aproximados.
Pontos notáveis da barra
A régua e o clique encostam o corte nos pontos em que a leitura costuma interessar, calculados sobre as mesmas curvas exatas dos esforços (o maior |N|, procurado nas estações):
| Ponto | Chip | O que ele marca |
|---|---|---|
| As pontas da barra | i e j | as ligações e os apoios |
| O meio do vão | meio | a posição x = L/2 |
| V = 0 | V = 0 | o ponto em que M é extremo, porque dM/dx = V |
| O maior |M| | |M| máx | a maior tensão normal de flexão da barra |
| O maior |V| | |V| máx | a maior tensão de cisalhamento da barra |
| O maior |N| | |N| máx | a maior parcela uniforme N/A |
Quando vários pontos caem na mesma posição, como o meio do vão, V = 0 e o maior |M| de uma viga biapoiada com carga uniforme, a régua mostra um chip só, com os significados no título. Um esforço constante ao longo da barra não tem máximo a apontar, e o chip dele não aparece.
No clique sobre a barra, o corte encosta no ponto notável mais próximo quando ele está a menos de 10 px do ponteiro, ou 20 px no toque. No arraste da régua, esse ímã alcança 1,2 % do comprimento da barra.
Resultados sem estado único
As tensões num ponto pedem os esforços de um mesmo estado de carregamento, que agem juntos. Dois tipos de resultado do pós não têm isso, e o diálogo não os lê.
A envoltória guarda, em cada ponto, o máximo e o mínimo de cada esforço entre as combinações, e esses extremos vêm de estados diferentes. Somar o maior N de um estado ao maior M de outro daria uma tensão que nenhum carregamento produz.
A linha de influência e o trem-tipo descrevem como um esforço varia com a posição de uma carga móvel. Não são os esforços de um estado da estrutura.
Nos dois casos, o diálogo diz a razão e o que fazer: escolher um caso ou uma combinação no seletor de resultados, ou voltar à lente Diagramas.
Capítulo 2
A seção
A área A e o momento de inércia I são os que a análise usou. Nos perfis laminados, são os valores tabelados do catálogo, que incluem os raios de concordância (Inércia tabelada). Nas demais seções, saem das dimensões.
As fibras extremas saem do contorno da seção, e não de ±h/2. Numa seção sem simetria em relação ao eixo horizontal, em geral o centroide não fica a meia altura, e as duas fibras extremas ficam a distâncias diferentes dele. Cada face tem o seu módulo resistente:
Wsup = Icsup, Winf = Icinf
No T de concreto com mesa de 60 × 10 cm e alma de 20 cm, com 50 cm de altura, o centroide fica a 19,29 cm da face de cima e a 30,71 cm da de baixo, e I = 325 952 cm⁴. Os módulos resistentes são 16 901 cm³ em cima e 10 612 cm³ embaixo.
Em cima e embaixo no desenho
O desenho da seção segue a tela. Numa barra horizontal, o lado de cima do desenho é o lado de cima da barra no pórtico. Numa barra vertical, por convenção, é o lado esquerdo. É a mesma regra de topo e base da carga térmica.
A face +y da seção, a Superior, é a do campo de inserção e a da mesa do T. Ela fica em cima quando a barra é desenhada da esquerda para a direita, ou, na vertical, de baixo para cima. Desenhada no sentido oposto, a barra tem a face +y embaixo na tela, e o diálogo mostra a seção girada 180°, com “Girada 180°” no cabeçalho.
Assim, a face que o desenho mostra tracionada é a que está tracionada na tela, qualquer que seja a ordem dos nós. Os rótulos +y e −y do desenho dizem qual face é qual. A coordenada y continua medida do centroide para a face +y também na seção girada: nela, a fibra de cima do desenho tem y negativo.
Inércia tabelada
Nos perfis laminados, a análise usa o momento de inércia do catálogo, que inclui os raios de concordância entre a alma e as mesas. O desenho da seção tem cantos vivos, e o I desse contorno é menor. No W 310x38,7, são 8405 cm⁴ no contorno contra 8581 cm⁴ no catálogo, 2,05 % a menos.
As tensões normais usam o I da análise, e assim σmáx = M/W coincide com a do catálogo. No cisalhamento pela corda, Q e b vêm do contorno e I vem da análise, como nos livros. Por isso a integral de τ na seção dá 0,98 V nesse perfil, e não V.
Nos perfis formados a frio, A e I vêm das expressões da ABNT NBR 6355, e o contorno com os raios de dobra difere delas em até 2 % no I. A mesma ressalva cobre esse caso.
Seções sem forma
A seção genérica só tem A e I. Esses dois números não dizem onde fica o centroide nem qual é a largura em cada altura, e desenhar σ entre ±h/2 seria inventar uma seção simétrica. O diálogo mostra os esforços no corte e recusa a distribuição, com a razão. Definir o tipo da seção (retângulo, círculo, T, I, tubo ou um perfil de catálogo) resolve.
Uma seção com tipo, mas com dimensões que não fecham um contorno, como a parede de um tubo com espessura igual ou maior que o raio, tem a mesma recusa, com o pedido de corrigir as dimensões. É o mesmo critério do desenho da seção no cartão.
Uma barra sem seção atribuída não abre o diálogo: o clique só a seleciona, e o botão do cartão fica desabilitado, com a razão. Se o diálogo chega a ela pela barra vizinha, mostra os esforços e diz que falta a seção.
Capítulo 3
Hipóteses
A leitura adota as hipóteses da própria análise de barras:
| Hipótese | O que ela quer dizer |
|---|---|
| Material homogêneo, isótropo e elástico linear | a tensão é proporcional à deformação, com o mesmo módulo em toda a seção |
| Seções planas (Navier-Bernoulli) | a seção gira sem empenar, e a deformação longitudinal varia linearmente na altura |
| Pequenos deslocamentos | os esforços são os da geometria inicial, de primeira ordem |
| Flexão no plano do pórtico | a barra flete em torno do eixo horizontal da seção, sem flexão lateral |
| Barra prismática e sem torção | a seção é a mesma ao longo da barra, e o Pórtico 2D não tem momento de torção |
| Leitura longe de cargas concentradas, apoios e furos | a distribuição de Navier vale a alguma distância desses pontos (princípio de Saint-Venant) |
A última vale também para o corte sobre um apoio ou sob uma carga aplicada no nó. Ali, a distribuição real é perturbada pela reação ou pela carga, e a leitura mostra a de uma seção longe delas.
As leituras de τ e de σeq acrescentam hipóteses próprias, e a linha de hipóteses do diálogo mostra só as que valem no modo exibido:
| Leitura | Hipóteses na tela |
|---|---|
| σ | elástico linear · seções planas |
| τ na corda | elástico linear · seções planas · τ médio na largura |
| τ nas paredes | elástico linear · seções planas · τ constante na espessura |
| σeq, no tubo | elástico linear · estado plano na parede · sem verificação de norma |
τ médio na largura: a fórmula de Jourawski dá a média de τ ao longo da corda, e a tensão real varia nela, mais nas cordas largas (Na corda: a fórmula de Jourawski). τ constante na espessura: nas paredes finas, o fluxo é dividido pela espessura, e τ é o mesmo nela toda (Nas paredes: o fluxo de cisalhamento). Estado plano na parede: no tubo, a tensão radial σr é desprezada, como na análise (Von Mises na parede).
Sem verificação de norma
O diálogo é uma leitura de Resistência dos Materiais: mostra as tensões e não diz se a seção resiste. Nenhuma tensão é comparada com a resistência do material, seja a de escoamento do aço, fy, seja a de tração do concreto, fct. A tensão de von Mises não tem limite ao lado, e nenhum número ganha cor de aprovado ou reprovado.
As cores dos desenhos são as de sinal dos diagramas do usuário, com a tração na cor do N positivo e a compressão na outra. A tensão equivalente σeq usa uma cor só, sem sinal.
A verificação de barras de aço pela ABNT NBR 8800:2024 é outro módulo, com o próprio modelo de resistência. As linhas V/A e V/Aw da leitura na corda são referências de leitura: Aw = d·tw é a área de cisalhamento que aquele módulo usa nos perfis I, e o τ máximo de Jourawski no W 310x38,7 passa V/Aw em 9 %.
Capítulo 4
Tensões normais (Navier)
Com seções planas e material elástico linear, a tensão normal varia linearmente na altura da seção (fórmula de Navier):
σ(y) = NA − M·yI
y é medido do centroide, positivo para a face +y. A primeira parcela, N/A, é uniforme. A segunda, −M·y/I, é a da flexão: nula no centroide e máxima nas fibras extremas. O sinal de menos vem da convenção, em que M > 0 traciona a face −y, onde y < 0 (Convenção de sinais).
O diagrama do diálogo mostra a soma e, tracejadas, as duas parcelas, rotuladas N/A e −M·y/I: é a flexão composta vista por partes. Os extremos ficam rotulados no diagrama, com o sinal. A conta embaixo do desenho é a da fibra lida, por padrão a de maior |σ|, com a fórmula, a substituição com os números e o resultado.
Na viga biapoiada de 6 m com q = 10 kN/m e perfil W 310x38,7, o meio do vão tem M = 45 kN·m e N = 0. Nas unidades N e mm, a fibra de baixo, em y = −155 mm, dá:
σ = −M·yI = −4,5·107 · (−155)8,581·107 = +81,28 MPa
A face de baixo fica tracionada com +81,28 MPa, e a de cima comprimida com −81,28 MPa.
| Caso | Resultado |
|---|---|
| Retângulo 20 × 50 cm, M = 45 kN·m | σ = ±5,40 MPa nas fibras extremas |
| W 310x38,7, M = 100 kN·m | σ = ±180,63 MPa nas fibras extremas |
| T de concreto 60/10/20/50 cm, M = 45 kN·m | −2,663 MPa em cima e +4,240 MPa embaixo: com N = 0, a linha neutra passa no centroide, mais perto da face de cima, e a fibra de baixo, mais distante, tem a maior tensão |
Linha neutra
A linha neutra é a fibra em que σ = 0. Da fórmula de Navier:
yLN = N·IM·A
Com N = 0, ela passa no centroide, e a seção gira em torno dele. Com M = 0 não há linha neutra: σ = N/A é a mesma em toda a seção. Quando yLN cai fora da seção, a seção está inteira tracionada ou inteira comprimida, e o diálogo diz qual das duas.
Com N e M juntos, a linha neutra se afasta do centroide para o lado que a flexão traciona quando N é de compressão, e para o lado que ela comprime quando N é de tração. No desenho, ela é a linha tracejada LN, e a legenda embaixo dá a distância dela ao centroide.
Num pilar de 20 × 40 cm com N = −200 kN (compressão) e M = 30 kN·m, N/A = −2,5 MPa e M·c/I = ±5,625 MPa. A face de baixo fica com +3,125 MPa e a de cima com −8,125 MPa. A linha neutra fica 8,89 cm abaixo do centroide, do lado tracionado:
yLN = (−200 kN) · (106 667 cm⁴)(3000 kN·cm) · (800 cm²) = −8,89 cm
Capítulo 5
Tensões de cisalhamento
A força cortante V produz tensões de cisalhamento τ na seção. O diálogo tem duas leituras, alternadas por um controle dentro do modo τ:
| Leitura | O que mostra | Padrão em |
|---|---|---|
| Na corda | τ(y), a média de τ numa corda horizontal, pela fórmula de Jourawski | retângulo, círculo e T |
| Nas paredes | τ ao longo da linha média de cada parede fina, pelo fluxo de cisalhamento | perfis I, U e L, formados a frio e tubo |
O padrão segue o que tem significado físico em cada seção. Nas seções maciças, a componente vertical de τ domina, e a média dela na corda é a leitura clássica. Nas de paredes finas, o cisalhamento corre ao longo das paredes, e nas mesas a corda dá um número sem significado físico (A corda em paredes finas). O retângulo e o círculo só têm a leitura na corda. As demais seções têm as duas, com a outra leitura a um clique, para comparação, e no T o padrão é a corda.
Na corda: a fórmula de Jourawski
Na corda horizontal na altura y, a tensão de cisalhamento média é:
τ(y) = V·Q(y)I·b(y)
Q(y) é o momento estático, em relação ao eixo do centroide, da parte da seção acima da corda (Momento estático Q = A'·ȳ'), e b(y) é a largura de material na corda. A fórmula é a de JOURAWSKI (1856) e é deduzida nos livros de Resistência dos Materiais (HIBBELER; BEER et al.; TIMOSHENKO e GERE).
É a média na largura. A tensão real varia ao longo da corda, pouco nas cordas estreitas e mais nas largas, e por isso a linha de hipóteses diz “τ médio na largura”.
τ salta onde a largura muda de repente, como na junção da mesa com a alma: Q é contínuo, e b passa da largura da mesa à da alma. O diagrama marca os dois valores de cada salto, além do τ máximo.
Nas seções maciças simples, o máximo fica no centroide e tem fórmula fechada:
τmáx = 32·VA (retângulo), τmáx = 43·VA (círculo)
Como referência de leitura, o diagrama traz tracejadas a tensão média V/A e, nos perfis I, V/Aw, com Aw = d·tw, a área de cisalhamento que a verificação de aço pela ABNT NBR 8800:2024 adota. Nenhuma das duas é limite.
| Caso | Resultado |
|---|---|
| Retângulo 20 × 50 cm, V = 30 kN | τ(0) = 0,450 MPa, igual a 1,5·V/A |
| Círculo de raio 10 cm, V = 100 kN | τmáx = 4,244 MPa, igual a 4V/(3A) |
| T de concreto 60/10/20/50 cm, V = 100 kN | τ(0) = 1,447 MPa no centroide. Na junção, 0,438 MPa na mesa e 1,315 MPa na alma, na razão 3 das larguras |
| W 310x38,7 no apoio da viga biapoiada de 6 m, V = 30 kN | τ(0) = 18,18 MPa, 9 % acima de V/Aw = 16,69 MPa |
| W 310x38,7, V = 100 kN | τ(0) = 60,59 MPa. Na junção, 48,29 MPa na alma e 1,70 MPa na mesa |
Momento estático Q = A'·ȳ'
O momento estático Q da parte da seção acima da corda, em relação ao eixo do centroide, é a área dessa parte vezes a distância do centroide dela ao da seção:
Q = A'·ȳ'
A' é a área acima do corte, que o desenho hachura, e ȳ' é a distância do centroide dela ao centroide da seção, cotada à direita do desenho. A linha de Q na conta traz os dois números e o produto.
b é a soma das cordas de material na altura do corte. Numa seção com vazio, como o tubo ou a caixa, as duas paredes cortadas somam, e o vazio fica fora. O desenho destaca essas cordas.
Q é o mesmo em módulo tomando a parte de cima ou a de baixo, porque as duas se equilibram em relação ao centroide. Na seção girada, a parte acima do corte no desenho é a de y menor, e Q não muda. Q é máximo no centroide e nulo nas fibras extremas.
No T de concreto de 60/10/20/50 cm, na corda do centroide, a parte de cima é a mesa inteira e 9,29 cm de alma:
Q = A'·ȳ' = 785,7 cm² × 12,007 cm = 9434 cm³
τ = V·QI·b = 100 kN · 9434 cm³325 952 cm⁴ · 20 cm = 1,447 MPa
A corda em paredes finas
Em seções de paredes finas, a fórmula de Jourawski dá, nas mesas, a média vertical da tensão numa corda horizontal. Esse valor é pequeno e não representa o cisalhamento que existe ali, que corre ao longo da mesa, na horizontal.
No W 310x38,7 com V = 100 kN, a corda dá 1,70 MPa na raiz da mesa, e o fluxo nas paredes, 14,53 MPa. Nessas seções, o padrão do modo τ é o fluxo nas paredes, e a corda fica como comparação, com a ressalva na tela (Nas paredes: o fluxo de cisalhamento).
Na alma, as duas leituras ficam a 2 % uma da outra: 60,59 MPa no centroide pela corda e 61,82 MPa pelo fluxo. O modelo de linha média põe a área de cada mesa na altura do meio dela, o que dá um Q 1,4 % maior, e usa a inércia da própria linha média, 0,6 % menor.
Nas paredes: o fluxo de cisalhamento
Nas seções de paredes finas, o cisalhamento corre ao longo da linha média de cada parede. A grandeza natural é o fluxo de cisalhamento q, a força por unidade de comprimento ao longo da parede, e a tensão é o fluxo dividido pela espessura:
q(s) = V·Q(s)I, τ(s) = q(s)t
s é a posição ao longo da parede, e Q(s) é o momento estático, em relação ao eixo do centroide, do trecho de parede entre a borda livre e o ponto: Q(s) = ∫ y·t ds. É o trecho que o desenho destaca quando se aponta um ponto da parede.
Numa junção, os fluxos que chegam se somam, e a parede que sai começa com essa soma, como as correntes num nó. Por isso os fluxos das duas meias mesas de um I se juntam na alma.
As setas mostram o sentido do fluxo na face do corte da parte entre a ponta i e o corte: da borda livre para a junção quando V·Q > 0. As componentes verticais do fluxo nas paredes somam V, e, nas seções simétricas, as horizontais se anulam. Na cantoneira sobra uma resultante lateral (Cantoneiras).
O diagrama é traçado perpendicular à linha média, para fora da seção, com a altura proporcional a |τ| e a mesma escala em todas as paredes: triângulos nas mesas, parábola na alma e lóbulos no tubo, como nos livros. Os rótulos ficam no máximo e nos dois lados de cada junção.
O modelo de paredes de cada tipo, no mesmo referencial do contorno:
| Seção | Paredes |
|---|---|
| I | as duas mesas, de espessura tf, nas alturas ±(d − tf)/2, e a alma, de espessura tw, entre as linhas médias delas |
| T | a mesa, de espessura hf, na linha média dela, e a alma, de largura bw, da mesa até a ponta |
| U laminado | a alma e as mesas até a ponta, com a espessura média da mesa, sem a cunha |
| Cantoneira | as duas pernas, até o canto das linhas médias |
| Formados a frio | a linha média de cantos vivos, com a espessura de cálculo. Nas seções duplas, as duas linhas médias espelhadas no plano de contato |
| Tubo | o anel médio, de raio (De − t)/2 |
Nas seções fechadas, com a carga no eixo de simetria vertical, o fluxo é nulo onde esse eixo corta a parede. Cortar a seção ali a transforma em aberta sem mudar a resposta. No tubo, isso dá τ(φ) = V·sen φ/(π·Rm·t), com φ medido do topo, nulo no topo e na base e máximo na linha neutra. Na caixa de dois U ou Ue, o corte cai na costura, e cada perfil trabalha como seção aberta com metade do cortante. O tipo de ligação da caixa, contínua ou intermitente, não muda nada aqui.
| Caso | Resultado |
|---|---|
| W 310x38,7, V = 100 kN | 14,53 MPa na raiz de cada meia mesa, 48,60 MPa na alma junto da mesa e 61,82 MPa na alma no centroide |
| W 310x38,7 no apoio da viga biapoiada de 6 m, V = 30 kN | máximo de 18,55 MPa, 4,359 e 14,58 MPa dos dois lados da junção, e as componentes verticais somando 30 kN |
| Tubo 323,9 × 12,7 mm, V = 100 kN | 16,11 MPa na linha neutra, igual a V/(π·Rm·t) = 2V/A, porque a área do anel é 2π·Rm·t. A leitura na corda dá 16,09 MPa no centroide |
Capítulo 6
Ressalvas por tipo de seção
Além das hipóteses gerais, algumas seções e alguns resultados pedem ressalvas próprias. O diálogo mostra cada uma em uma linha, sempre visível junto da leitura que ela afeta, com o livro que leva à seção correspondente deste manual. O ícone de aviso marca as duas que podem mudar a leitura de forma relevante, a do centro de torção e a do gradiente térmico, e as demais levam o de informação.
| Ressalva | Quando aparece |
|---|---|
| Inércia tabelada | o I da análise difere em mais de 0,5 % do I do contorno, em σ e em τ na corda |
| A corda em paredes finas | seções de paredes finas, na leitura na corda |
| Concreto como seção bruta | material concreto |
| Centro de torção e empenamento | U laminado, e U e U enrijecido formados a frio simples, fora das seções duplas |
| Cantoneiras | cantoneiras laminadas e formadas a frio |
| Perfis formados a frio | todo perfil formado a frio |
| Gradiente térmico | gradiente térmico na barra, com o centroide fora da meia altura |
| Força efetiva e força na parede | tubo com pressão no resultado exibido |
| Extremidades tamponadas | tubo com pressão no resultado exibido |
| O que o modelo de barras não vê | tubo com pressão no resultado exibido |
| Esforços entre estações | resultado sem a derivada do momento |
Concreto como seção bruta
Em seções de concreto, as tensões são as da seção bruta homogênea, no Estádio I: sem armadura e sem fissuração. São a leitura da análise linear, que também toma a seção bruta, e valem antes da fissuração.
Não são as tensões de serviço de uma peça fissurada. Com o concreto tracionado fissurado, a peça passa ao Estádio II, e a distribuição depende da armadura, que o diálogo não conhece (ABNT NBR 6118:2023).
Centro de torção e empenamento
Nos perfis U e U enrijecido, o centro de torção fica fora da alma, do lado oposto às mesas, e o desenho o marca como CT. A análise 2D não tem torção: admite que a carga passa pelo centro de torção, ou que a torção está impedida por telhas, tirantes ou travamentos.
Uma carga aplicada na alma ou na mesa torce a barra, e a torção de uma seção aberta de paredes finas gera tensões normais de empenamento, que esta leitura não calcula (VLASOV, 1961):
σw = B·ωCw
B é o bimomento, ω a área setorial do ponto e Cw a constante de empenamento da seção.
Num Ue 150 × 60 × 20 × 2,65 biapoiado de 4 m, com apoios de garfo (torção impedida e empenamento livre nas pontas), G = 77 GPa e a carga uniforme na linha média da alma, o centro de torção fica a 28,0 mm da linha média da alma, do lado de fora, com Cw = 1895 cm⁶ e It = 0,19 cm⁴. A tensão de flexão máxima é de 54,2 MPa por kN/m, e a de empenamento chega a 67,8 MPa por kN/m, na ponta do enrijecedor: 1,25 vez a flexão.
Cantoneiras
Na cantoneira, o momento de inércia é o do eixo geométrico, e não o do eixo principal. As tensões são as da hipótese da análise 2D: a flexão fica contida no plano do pórtico, e uma contenção lateral absorve o resto.
Na leitura nas paredes, a resultante lateral do fluxo é a reação dessa contenção, e a ressalva traz o valor dela. Sem contenção, a flexão é oblíqua, em torno dos eixos principais, e as tensões mudam.
Na cantoneira formada a frio de abas iguais, os eixos principais ficam a 45°, e o centro de torção fica no canto das linhas médias. A constante de empenamento é nula, e a torção é quase toda de Saint-Venant. Valem as duas hipóteses do 2D: flexão contida no plano e carga pelo centro de torção.
Perfis formados a frio
Nos perfis formados a frio, as tensões são as da seção bruta, em regime elástico. A ABNT NBR 14762 trabalha com a seção efetiva quando as chapas comprimidas são esbeltas. Acima da tensão crítica de flambagem local ou distorcional, a distribuição real deixa de ser a de Navier na seção bruta, e esta leitura não calcula larguras efetivas.
O contorno usa a espessura de cálculo e os raios de dobra da ABNT NBR 6355, e A e I vêm das expressões do Anexo A da mesma norma. O fluxo nas paredes usa a linha média de cantos vivos, a mesma hipótese do Anexo A da norma para a constante de empenamento e o centro de torção.
Gradiente térmico
Um gradiente de temperatura linear na altura não gera tensões internas por si. A deformação que ele impõe é compatível com seções planas, e o N e o M da análise já são as resultantes: Navier vale.
A análise, porém, toma o centroide a meia altura para aplicar o gradiente. Em seções com o centroide fora da meia altura (T, cantoneira, cartola), o N de uma barra restringida carrega um erro. Numa barra totalmente restringida, com a tração positiva:
Nanálise − Nreal = E·A·α·(ΔTcentroide − ΔTmeia altura)
A ressalva aparece quando o resultado exibido tem gradiente na barra e o centroide está a mais de 0,1 % da altura fora da meia altura. No tubo, o centroide fica a meia altura, e a ressalva não se aplica.
Capítulo 7
O tubo sob pressão e temperatura
A parede de um tubo pressurizado e aquecido está em estado biaxial. Das quatro tensões na parede, a análise de barras entrega duas pelos esforços, a terceira vem da pressão, e a quarta a análise despreza:
| Tensão | Origem | De onde vem |
|---|---|---|
| σx, longitudinal | força na parede e momento | Nparede e M da análise, por Navier |
| τ, de cisalhamento | cortante | V da análise |
| σθ, circunferencial | pressão | a fórmula de parede fina da análise |
| σr, radial | pressão | −pi na face interna e −pe na externa, desprezada como na análise |
Com pressão no resultado exibido, a linha da parede, acima do desenho, dá Nparede com a conta e σθ, nos modos σ e σeq, e no modo σ o diagrama usa a força na parede. O terceiro modo, σeq, junta as três tensões na tensão equivalente de von Mises. Sem pressão no resultado exibido, as duas forças são iguais e σθ é nula, e a linha da parede não aparece.
A temperatura entra na análise como deformação inicial α·ΔT e, com gradiente, como curvatura. No tubo, o centroide fica a meia altura, e a ressalva do gradiente térmico não se aplica.
O duto do gerador de exemplos tem 100 barras de 1 m, tubo de 323,9 × 12,7 mm cheio de água, aço com E = 200 GPa, ν = 0,3 e α = 1,2·10⁻⁵ /°C, ΔT = 50 °C, pi = 10 MPa e pe = 1 MPa, com as pontas engastadas e um leito elástico. No engaste, na combinação “Operação + peso próprio”:
| Grandeza | Valor |
|---|---|
| Força efetiva Sef, o N do diagrama | −1696,6 kN |
| pi·Ai − pe·Ae | 617,4 kN |
| Força na parede Nparede | −1079,2 kN |
| σθ | 110,27 MPa |
| σx pela força na parede, Nparede/A | −86,92 MPa |
| Flexão, M·c/I | ±13,98 MPa |
| σx na face de cima e na de baixo | −72,94 MPa e −100,90 MPa |
| τ máximo | 1,06 MPa |
| σeq na base, na linha neutra e no topo | 182,9 MPa, 171,2 MPa e 159,8 MPa |
A tabela mostra três coisas. Quem manda na parede é a pressão com a temperatura, e não a flexão: o peso sobre o leito dá ±14 MPa, a restrição térmica, −120 MPa, e a pressão, 110 MPa de σθ. A tensão σx sozinha esconde o estado da parede, com no máximo 100,9 MPa em módulo, enquanto von Mises chega a 182,9 MPa. E ler σx com a força efetiva erraria 49,7 MPa na base (Força efetiva e força na parede).
Força efetiva e força na parede
A pressão entra na análise como deformação inicial, e o N do diagrama de um tubo pressurizado é a força efetiva Sef, e não a força na parede. A tensão longitudinal na parede usa a força na parede:
Nparede = Sef + pi·Ai − pe·Ae
Ai e Ae são as áreas dos círculos interno e externo. No tubo com pressão, o diálogo rotula o N dos esforços como N = Sef, e a linha da parede mostra Nparede com a conta.
No duto do gerador, Nparede = −1696,6 + 617,4 = −1079,2 kN, e σx = Nparede/A = −86,92 MPa. A linha está totalmente restringida, e o valor é o da fórmula da linha restringida das ASME B31.4 e ASME B31.8, que a análise reproduz:
σx = ν·σθ − E·α·ΔT = 0,3 · 110,27 − 200 000 · 1,2·10−5 · 50 = 33,08 − 120 = −86,92 MPa
Com a força efetiva, N/A daria −136,65 MPa, e σx na base, −150,6 MPa em vez de −100,9 MPa: 49,7 MPa de erro, justamente a tensão de tamponamento (Extremidades tamponadas).
Extremidades tamponadas
A análise admite extremidades tamponadas em toda barra com pressão: a pressão empurra os tampos e traciona a parede ao longo do tubo. A tensão de tamponamento é:
σL0 = pi·Ai − pe·AeAs
As = Ae − Ai é a área da parede. Não há opção de extremidade aberta.
No duto do gerador, σL0 = 617,4 kN / 124,16 cm² = 49,73 MPa, a diferença entre as duas leituras de N/A.
Tensão circunferencial
A pressão traciona a parede ao redor do tubo. A análise usa a fórmula de parede fina, na forma da do DNV-ST-F101, e o diálogo também:
σθ = (pi − pe)·Dm2t, Dm = De − t
Ela dá σθ igual ao redor do anel e uniforme na espessura. A distribuição exata na espessura é a de Lamé (TIMOSHENKO e GOODIER), máxima na face interna:
σθ(r) = pi·ri² − pe·re²re² − ri² + (pi − pe)·ri²·re²(re² − ri²)·r²
No duto do gerador, a fórmula de parede fina dá 110,27 MPa. Lamé dá 109,45 MPa na face interna e 100,45 MPa na externa, com média de 104,77 MPa na espessura: a fórmula de parede fina fica 0,7 % acima do máximo de Lamé, o da face interna, e é conservadora.
A tensão radial σr vai de −pi na face interna a −pe na externa. A análise a despreza, e a leitura também. Na face interna da base do duto, com σx = −99,80 MPa e o σθ de Lamé de 109,45 MPa, a tensão de von Mises dá 181,3 MPa sem σr e 181,8 MPa com σr = −10 MPa: 0,3 % de diferença.
Von Mises na parede
Com σx, σθ e τ na parede, o estado de tensões é plano, com σr desprezada, e a tensão equivalente de von Mises junta as três:
σeq = √(σx² + σθ² − σx·σθ + 3τ²)
O diálogo a mede na face externa do tubo, onde a flexão é máxima: σx de Navier, com a força na parede, σθ da pressão, a mesma ao redor do anel, e o τ tangencial do anel médio, τ = V·sen φ/(π·Rm·t), nulo no topo e na base e máximo na linha neutra. σeq varia ao redor do anel porque σx e τ variam.
σeq não tem sinal: o desenho usa uma cor só, fora do par de tração e compressão, para ninguém ler o mapa como uma seção inteira tracionada. E não tem limite ao lado: é uma leitura, e não uma verificação (Sem verificação de norma).
No engaste do duto do gerador, σeq vale 182,9 MPa na base, 171,2 MPa na linha neutra e 159,8 MPa no topo, enquanto σx chega a 100,9 MPa em módulo. Na base, onde τ = 0:
σeq = √((−100,9)² + 110,27² − (−100,9)·110,27) = 182,9 MPa
O critério de Tresca daria 211,2 MPa na base. É outro critério, que o diálogo não mostra.
O que o modelo de barras não vê
O modelo de barras não vê alguns efeitos que contam num duto. A ressalva os nomeia na tela, e o detalhe fica aqui:
| Efeito | O que fica de fora |
|---|---|
| Gradiente de temperatura através da espessura | o fluido quente por dentro gera tensões autoequilibradas da ordem de ±E·α·ΔTparede/(2(1 − ν)), 17 MPa para 10 °C de diferença entre as faces. A carga térmica do app é uniforme ou diametral, nunca radial |
| Empuxo | o peso próprio soma tubo e fluido e não desconta a água deslocada. Num duto submerso, a carga vertical do tubo do gerador cai à metade, de 1,67 para 0,85 kN/m, e o empuxo precisa ser lançado à mão, como carga distribuída |
| Ovalização, efeito Bourdon e colapso por pressão externa | a seção é tratada como um anel que não se deforma no próprio plano |
| Variação da pressão ao longo da barra | a pressão é constante em cada barra, sem coluna hidrostática |
| σr na deformação inicial | com pi = pe, a análise dá a deformação longitudinal −p/E, e a elasticidade tridimensional dá −p·(1 − 2ν)/E |
Capítulo 8
Referências
As obras de Resistência dos Materiais vêm primeiro: são a teoria que a leitura segue. As normas vêm depois e são citadas no texto onde entram, sem que nenhuma delas seja verificada.
- HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais. São Paulo: Pearson Education do Brasil.
- BEER, F. P.; JOHNSTON JR., E. R.; DEWOLF, J. T.; MAZUREK, D. F. Mecânica dos materiais. Porto Alegre: AMGH.
- TIMOSHENKO, S. P.; GERE, J. M. Mecânica dos sólidos. Rio de Janeiro: LTC.
- TIMOSHENKO, S. P.; GOODIER, J. N. Teoria da elasticidade. Rio de Janeiro: Guanabara Dois.
- VLASOV, V. Z. Thin-walled elastic beams. 2. ed. Jerusalém: Israel Program for Scientific Translations, 1961.
- JOURAWSKI, D. J. Sur la résistance d’un corps prismatique et d’une pièce composée en bois ou en tôle de fer à une force perpendiculaire à leur longueur. Annales des Ponts et Chaussées, Paris, 1856.
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto. 4. ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2023.
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8800:2024: Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edificações. 3. ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2024. Versão corrigida de 25 fev. 2025.
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14762: Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio. Rio de Janeiro: ABNT.
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6355: Perfis estruturais de aço formados a frio: padronização. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
- DNV. DNV-ST-F101: Submarine pipeline systems. Høvik: DNV.
- AMERICAN SOCIETY OF MECHANICAL ENGINEERS. ASME B31.4: Pipeline transportation systems for liquids and slurries. Nova York: ASME.
- AMERICAN SOCIETY OF MECHANICAL ENGINEERS. ASME B31.8: Gas transmission and distribution piping systems. Nova York: ASME.